terça-feira, 11 de agosto de 2015

Palácio da Fonte da Pipa

Olá exploradores, depois de um interregno de alguns meses hoje convido-vos a viajarem comigo até ao algarve para admirarem a notável obra artística que é o Palácio da Fonte da Pipa. 

Provavelmente devido aos interesses imobiliários, desde sempre que este estonteante edifício está envolto em estórias de fantasmas, almas penadas e sons estranhos. Diz-se que ainda hoje permanece na crença popular a ideia de fenómenos paranormais acontecidos no Palácio. O vislumbre de uma donzela, falecida na Quinta, na janela da torre é o mais conhecido. Há ainda quem especule que durante a epidemia de Gripe Espanhola (1916/18), provavelmente terão lá sido sepultadas vítimas dessa doença e portanto as suas almas ainda "flutuam" no terreno da Fonte da Pipa. 
Facto: Estive duas a três horas no interior do Palácio e não vi nem ouvi nada de estranho...

Quem o mandou erguer foi o irmão de Duarte Pacheco, Marçal Pacheco com a esperança de albergar El Rei D. Carlos (O Diplomata) na sua visita régia, o que não se veio a verificar. Assim, batizou o local de Quinta da Esperança decorria o ano de 1875. No entanto, para as gentes de Loulé, habituadas a servirem-se da fonte existente na propriedade, este seria sempre o Palácio da Fonte da Pipa tendo este nome subsistindo desde então. Marçal, homem viajado e de formação superior decidiu mandar construir algo semelhante ao que vira no norte da europa. Desconhecendo-se o arquiteto, coube a José Verdugo a construção e a José Pereira Júnior (trabalhou no restauro do Palácio da Ajuda aquando do casamento do príncipe D. Luís) a decoração de tão belo Palácio. Em 1896, Marçal Pacheco morre sem ver a obra concluída e em 1920 o palácio é vendido pelos seus familiares ao banqueiro Manuel Dias Sancho.

"Dias Sancho introduziu melhorias, mandando electrificar o palácio e construir os bancos dos jardins embutidos com conchas, corais, búzios, cascas de caracol, porcelana, cerâmica, num estilo Kitsch de feição romântica que envolve todo o edifício e jardins."  (Luísa Martins)

Entre 1927 e 1929 todos os bens da Casa Bancária de Manuel Dias Sancho, Fonte da Pipa incluida, são entregues ao Banco do Algarve. Mais tarde, Francisco Guerreiro Pereira terá comprado a Quinta ao banco e inserido nos seus jardins espécies florais não autóctones, que ainda hoje lá permanecem.

Em 1981, a propriedade é vendida à empresa Quinta da Fonte da Pipa, Urbanizações, Lda.
Ao que pude apurar, embora este caso seja pródigo em contradições e não me responsabilize pela veracidade dos factos, este grupo económico deu entrada a um projeto de reabilitação de toda a quinta ainda no decorrer do ano de 1981 mas que até hoje não obteve parecer favorável da Câmara de Loulé.

Uns dizem que seria um projeto cultural. Outros, escaldados pela destruição de tudo o que é património para construção de urbanizações que depois dão nisto, alegam que o objetivo desta sociedade era meramente a construção turistica...

De facto,  até chegaram a realizar-se exposições no palácio no âmbito do programa Allgarve (www.artecapital.net) mas desconhecendo eu o projeto em concreto prefiro não pronunciar-me sobre as intenções do mesmo.



















Devido ao facto de a vegetação estar muito grande foi-me praticamente impossível retratar o seu exterior. Assim, deixo-vos um pequeno filme que encontrei na pesquisa que fiz e que acredito que ajudará todos os seguidores a melhor perceberem a beleza do Palácio que é digna de ser admirada.



www.helimage.pt


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